Ciclone em Moçambique: Vamos nos unir em oração, pede padre

“As pessoas estão desabrigadas, muitos desaparecidos, é preciso rezar por esse povo. (…) Que Deus possa guardá-los nesse tempo de sofrimento”. As palavras são do missionário da comunidade Canção Nova (CN), padre Ademir Costa, que está em missão na cidade de Tete, localizada em Moçambique. O sacerdote fez referência ao cenário de destruição deixado pelo ciclone que atingiu as cidades de Moçambique, Zimbabue e Malaui na segunda-feira, 18.

Segundo o missionário, a cidade de Tete não foi atingida diretamente pelo ciclone, ao contrário das províncias de Sofala e Manica, e a cidade da Beira e de Chimoio – todas localizadas em Moçambique. De acordo com padre Ademir, ainda não se sabe com precisão a dimensão dos danos causados pelo ciclone.

O centro de Moçambique ficou por três dias sem comunicação, de acordo com o sacerdote. Sobre a cidade de Dombe, também localizada no país, padre Ademir afirma ter sido muito atingida pela tempestade de ventos violentos. “Muitas torres foram derrubadas pelos fortes ventos, a região de Dombe – onde temos os irmãos da obra de Maria e também da Fazenda da Esperança – foi muito atingida, os missionários estão bem, graças a Deus, mas o povo da região está sofrendo muito, muito. As casas da região são feitas de barro, então qualquer inundação leva tudo. As pessoas estão desabrigadas, muitos desaparecidos”.

Sobre os resgates, o missionário contou: “Sabe-se que existem ainda muitas pessoas que precisam ser resgatas e que estão em cima de árvores. Os rios todos daquela regiam transbordaram, muitas pontes caíram, muitas áreas estão ilhadas. Situação dramática aqui, no centro de Moçambique, bem próximo de nós”.

Ajudas vindas da ONU e da África do Sul já são percebidas no local, segundo o sacerdote. “Pessoas especializadas em regaste estão chegando também. Aquela região ainda tem previsão de chuva até quinta-feira. Em Tete estamos tranquilos, estamos bem e rezando por todos”, comentou. O missionário da CN revelou que há duas semanas uma enxurrada muito grande causou enchentes e mortes em Tete. “É um tempo de chuvas que se encerra agora, em abril, em Moçambique, e que deixa rastros de tragédias”.

Por fim, padre Ademir pediu: “Que possamos nos unir como Igreja em oração por esse povo. Nós aqui da Canção Nova, presente aqui na diocese de Tete, estamos no meio desse povo sofrido, mas resignado, que espera as águas baixarem para recomeçar a vida. Nos unamos em oração!”.

Via Canção Nova

Relíquias da Paixão de Cristo poderão ser veneradas no Brasil na Semana das Dores

Às vésperas da Semana Santa, no Brasil, fiéis terão a oportunidade de se preparar para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus diante de algumas relíquias de nosso Senhor, que serão apresentadas na Paróquia Assunção de Nossa Senhora, em São Paulo (SP), no dia 11 de abril.

As relíquias que serão apresentadas são da Coluna da Flagelação, da Coroa de Espinhos, da Santa Cruz, do Santo Cravo, do Título, da Esponja, da Lança Sagrada e do Santo Sudário. Todas fazem parte do Oratorium Sanctus Ludovicus, custodiado Fábio Tucci Farah, especialista em relíquias da Arquidiocese de São Paulo, fundador e diretor do Departamento de Arqueologia Sacra da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI), delegado no Brasil da International Crusade for Holy Relics (ICHR) e curador adjunto da Regalis Lipsanotheca.

A data escolhida para esta apresentação das relíquias, 11 de abril, é justamente quando a Igreja celebra a chamada Semana das Dores, a qual, como recorda Farah à ACI Digital, “é tradicionalmente celebrada na semana que antecede a Semana Santa”.

“Com origem na Ordem dos Servos de Maria, a lembrança das Sete Dores da Mãe de Deus se tornou devoção universal na Igreja sob o papado de Pio VII”, explica o especialista em arqueologia sacra.

“Segundo a Tradição, o sofrimento da Mãe não terminou com a Ressurreição de Jesus. Nem com Sua Ascenção ao Céu. Em Jerusalém, Ela costumava percorrer, em lágrimas, o caminho da cruz, o caminho que Cristo havia marcado com Seu sangue”, acrescenta.

Entretanto, Farah observa que, “se a humanidade já havia sido redimida por Seu sacrifício, por que Sua mãe ainda padecia daquelas terríveis dores?”. Assim, assinala que, “na Epístola de São Paulo aos Colossenses, o Apóstolo revela: ‘Agora regozijo-me nos meus sofrimentos por vós, e completo o que falta às tribulações de Cristo em minha carne pelo seu Corpo, que é a Igreja’”.

“Se em sua missão, São Paulo deveria sofrer com Cristo, não podemos nem imaginar o sofrimento reservado à Mãe de Deus, a Corredentora da humanidade”, pontua.

Além disso, explica, “a lembrança diária da via dolorosa de Cristo por Maria teria inspirado os primeiros cristãos a percorrerem o itinerário da Salvação, em Jerusalém” e, assim “originado a Via Sacra”.

“Entretanto, a Via Sacra como conhecemos hoje, em todas as igrejas do mundo, ganharia forma mais de mil anos depois. Durante as Cruzadas, espalharam-se pela Europa itinerários simbólicos da vida de Cristo, sobretudo de Sua Paixão. Era a única oportunidade de peregrinação a milhares de religiosos e leigos que não podiam empreender uma viagem cara e, sobretudo, perigosa ao Oriente. Por meio daquelas ‘vias sacras’, milhares de fiéis conseguiam acompanhar os passos de Nosso Senhor”, conta.

Nesse sentido, o especialista ressalta que, “se meras representações artísticas podiam fazer nossos antepassados testemunharem o episódio central de nossa Salvação, imagine do que uma relíquia não seria capaz”.

“As Relíquias da Paixão – acrescenta Tucci Farah – participaram efetivamente da história de nossa Redenção. Mais do que uma peregrinação simbólica, essas relíquias nos arrebatam até Jerusalém, quase dois mil anos atrás. E nos colocam frente a frente com Jesus Cristo. Nesse caso – as relíquias são um sacramental –, basta que tenhamos fé”.

Assim, no próximo dia 11 de abril, durante a apresentação das relíquias da Paixão de Cristo, Fábio Tucci Farah buscará enfatizar “o aspecto transcendental” destas. Segundo ele, “os fiéis serão convidados a um percurso espiritual pela Via Sacra por meio das Relíquias da Paixão, ao lado de Nossa Senhora”.

“Não testemunharão à distância o que ocorreu há quase dois mil anos. Serão, sim, espectadores privilegiados da história de nossa Salvação”, sublinha.

Haverá também a celebração da Santa Missa, presidida por Padre Juarez de Castro, ao final da qual, todos poderão se aproximar das relíquias para preces privadas.

A Paróquia Assunção de Nossa Senhora fica na Rua Alameda Lorena , 665A , Jardim Paulista, São Paulo. A apresentação das relíquias terá início às 18h.

Via ACI Digital

São José, o inspirador dos Papas

A silhueta de São José estendida no sono, ao lado da mesa onde estuda e assegura as necessidades da Igreja universal, está ali para recordar que também em um sonho pode se esconder a voz de Deus. Papa Francisco tem ao seu lado, desde sempre, nos quartos onde morou e estudou a pequena estátua de São José dormindo.

O “solucionador”

Até hoje a estátua de São José está sobre a sua escrivaninha na Casa Santa Marta. Esta imagem, e a devoção de Francisco por aquilo que representa, teve uma imprevista popularidade mundial quando alguns anos atrás o próprio Papa falou durante o Encontro Mundial das Famílias em Manila.

Uma confidência que revelou uma confiança total na força mediadora do pai putativo de Jesus e uma admiração pelo papel e pelo estilo que José sempre encarnou:

“Amo muito São José, porque é um homem forte e silencioso. Na minha escrivaninha, tenho uma imagem de São José que dorme e, quando tenho um problema, uma dificuldade, escrevo um bilhetinho e meto-o debaixo de São José, para que o sonhe. Este gesto significa: reza por este problema! (Encontro com as famílias em Manila – 16 de janeiro de 2015).

Um nome para muitos Papas

Depois de Pedro, muitos Joãos, Bentos, Paulos, Gregórios, mas nenhum José. Nunca teve um Papa com este nome. Porém, muitos deles, especialmente no último século, o tiveram como nome de Batismo, como se os homens chamados para custodiar Jesus fosse um viático para os homens chamados para custodiar a Igreja. No início do século XX José Melchiorre Sarto torna-se Pio X e mais tarde sobem ao trono de Pedro Angelo José Rocalli, Karol Józef Wojtyla e Joseph Ratzinger. Francisco não se chama José, mas celebra, agradecido, a sua Missa de início de ministério dia 19 de março. Invocações que recordam o discreto modelo que inspira.

Muitos Papas por um nome

As etapas que levaram a Igreja a estabelecer o culto de São José foram muito longas, desde Sisto V que no final do século XV fixou a data da festa para 19 de março até a última decisão de Papa Francisco que, confirmando a vontade Bento XVI, no dia 1º de maio de 2013 decreta o acréscimo do nome de São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas Orações eucarísticas II, III e IV (precedentemente João XXIII tinha estabelecido em 13 de novembro de 1962 a introdução no antigo Cânone romano da Missa, ao lado do nome de Maria e antes dos Apóstolos). Foi também João XXIII, que querendo confiar ao “pai” terreno de Jesus o Concílio Vaticano II, escreveu em 1961 a Carta Apostólica Le Voci, na qual faz um tipo de sumário da devoção a São José sustentada pelos seus predecessores. Não são opacas operações de “burocracia” litúrgica. Por trás de cada novo decreto colhe-se um sentimento e uma consciência eclesial cada vez mais enraizada como por exemplo, como aconteceu a Pio XII, podem chegar a marcar também na vida civil.

Um Santo que trabalha

No dia primeiro de maio de 1955, era um domingo e a Praça São Pedro estava repleta de fiéis. Pio XII faz um discurso enérgico aos presentes exortando todos a se orgulharem da sua identidade cristã frente às ideologias socialistas que pareciam dominar . No final surpreende a multidão com um “presente” que entusiasma todos:

“Para que todos entendam este significado (…) queremos anunciar a Nossa determinação de instituir – como de fato instituímos – a festa litúrgica de São José operário, marcando-a no dia 1º de maio. Trabalhadores e trabalhadoras, agrada-vos o nosso dom? Temos certeza que sim, porque o humilde artesão de Nazaré não só personifica junto a Deus e a Santa Igreja a dignidade do trabalhador, mas é também sempre providente guardião vosso e de vossas famílias” (Festa de S. José Operário – 1º de maio de 1955).

“Papa José” não é possível

Quatro anos mais tarde a Igreja estava sendo guiada por um homem que queria se chamar “Papa José”. Renunciou, disse, porque “não é usado entre os Papas”, mas a explicação revela a nostalgia e a forte devoção que João XXIII tinha por São José:

“Faça com que também os teus protegidos compreendam que não estão sós no seu trabalho, mas saibam descobrir Jesus ao seu lado, acolhê-lo com a graça, custodiá-lo com a fé como tu o fazes. E faça com que em cada família, em cada fábrica, oficina, onde quer que trabalhe um cristão, tudo seja santificado na caridade, na paciência, na justiça, na busca do fazer bem, para que desçam abundantes dons da celeste predileção” (19 de março de 1959)

O homem dos riscos

Paulo VI também não se chama José, mas de 1963 a 1969 em particular, não deixa de celebrar uma Missa na solenidade de 19 de março. Cada homilia torna-se uma peça que forma um retrato pessoal com o qual Paulo VI mostra-se fascinado pela “completa e submissa dedicação” de José à sua missão, do homem “talvez tímido” mas dotado “de uma grandeza sobre-humana que encanta”.

“São José, um homem ‘comprometido’ como se diz agora, por Maria, a eleita entre todas as mulheres da terra e da história, sempre sua virgem esposa, também fisicamente sua mulher, e por Jesus, em virtude da descendência legal, não natural, sua prole. A ele, os pesos, as responsabilidades, os riscos, as preocupações da pequena e singular sagrada família. A ele o serviço, a ele o trabalho, a ele o sacrifício, na penumbra do quadro evangélico, no qual nos agrada contemplá-lo, e certamente, sem dúvida, agora que tudo conhecemos, chamá-lo feliz, bem-aventurado. Isso é Evangelho. Nele os valores da existência humana assumem medidas diferentes daquela que somos acostumados a apreciar: aqui o que é pequeno torna-se grande” (Homilia de 19 de março de 1969).

O esposo sublime

Em 26 anos de pontificado João Paulo II falou de São José em infinitas ocasiões e, sempre disse que rezava intensamente pelo santo todos os dias. Essa devoção se resume no documento que lhe dedica em 15 de agosto de 1989, com a publicação da Exortação Apostólica Redemptoris Custos, escrita 100 anos depois da Quamquam Pluries de Leão XIII. No documento Papa Wojtyla aprofunda a vida de José em vários aspectos principalmente o do matrimônio cristão no qual oferece uma profunda leitura da relações entre os dois esposos de Nazaré.

“A dificuldade de se aproximar ao mistério sublime da sua comunhão esponsal levou todos, desde o século II, a atribuir a José uma idade avançada e a considerá-lo guardião, mais do que esposo de Maria. É o caso de supor, ao invés, que na época ele não fosse um homem idoso, mas que a sua perfeição interior, fruto da graça, o levasse a viver com afeto virginal a relação esponsal com Maria” (Audiência Geral de 1996).

O pai silencioso

De São José não se conhecem as palavras, apenas os silêncios. Bento XVI aprofunda-se na aparente ausência de São José e extrai dela a riqueza de uma vida completa, de um homem fundamental que com seu exemplo sem proclamações marcou o crescimento de Jesus o homem-Deus:

“Um silêncio graças ao qual José, em união com Maria, custodia a Palavra de Deus (…) um silêncio marcado pela oração constante, oração de bênção do Senhor, de adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas à sua providência. Não se exagera quando se pensa que do próprio “pai” José, Jesus tenha tomado – no plano humano – a robusta interioridade que é pressuposto da autêntica justiça, a “justiça superior”, que ele um dia ensinará aos seus discípulos”. (Angelus de 2005)

O Santo da ternura

Da pequena “paróquia” de Santa Marta, Papa Francisco refletiu muito sobre o Santo ao qual confia todas suas preocupações. “O homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva adiante toda paternidade, todo mistério, mas não pega nada para si”, disse um uma das Missas matutinas. Por fim, em 20 de março de 2017 sublinha que José é o homem que age também quando dorme porque sonha o que Deus quer.

“Hoje gostaria de pedir que nos conceda a todos a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, bonitas, aproximamo-nos do sonho de Deus, daquilo que Deus sonha sobre nós. Que conceda aos jovens — porque ele era jovem — a capacidade de sonhar, de arriscar e de cumprir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E conceda a nós a fidelidade que em geral cresce numa atitude correta, cresce no silêncio e na ternura que é capaz de guardar as próprias debilidades e as dos outros”.

Via Vatican News

São José, o inspirador dos Papas

A silhueta de São José estendida no sono, ao lado da mesa onde estuda e assegura as necessidades da Igreja universal, está ali para recordar que também em um sonho pode se esconder a voz de Deus. Papa Francisco tem ao seu lado, desde sempre, nos quartos onde morou e estudou a pequena estátua de São José dormindo.

O “solucionador”

Até hoje a estátua de São José está sobre a sua escrivaninha na Casa Santa Marta. Esta imagem, e a devoção de Francisco por aquilo que representa, teve uma imprevista popularidade mundial quando alguns anos atrás o próprio Papa falou durante o Encontro Mundial das Famílias em Manila.

Uma confidência que revelou uma confiança total na força mediadora do pai putativo de Jesus e uma admiração pelo papel e pelo estilo que José sempre encarnou:

“Amo muito São José, porque é um homem forte e silencioso. Na minha escrivaninha, tenho uma imagem de São José que dorme e, quando tenho um problema, uma dificuldade, escrevo um bilhetinho e meto-o debaixo de São José, para que o sonhe. Este gesto significa: reza por este problema! (Encontro com as famílias em Manila – 16 de janeiro de 2015).

Um nome para muitos Papas

Depois de Pedro, muitos Joãos, Bentos, Paulos, Gregórios, mas nenhum José. Nunca teve um Papa com este nome. Porém, muitos deles, especialmente no último século, o tiveram como nome de Batismo, como se os homens chamados para custodiar Jesus fosse um viático para os homens chamados para custodiar a Igreja. No início do século XX José Melchiorre Sarto torna-se Pio X e mais tarde sobem ao trono de Pedro Angelo José Rocalli, Karol Józef Wojtyla e Joseph Ratzinger. Francisco não se chama José, mas celebra, agradecido, a sua Missa de início de ministério dia 19 de março. Invocações que recordam o discreto modelo que inspira.

Muitos Papas por um nome

As etapas que levaram a Igreja a estabelecer o culto de São José foram muito longas, desde Sisto V que no final do século XV fixou a data da festa para 19 de março até a última decisão de Papa Francisco que, confirmando a vontade Bento XVI, no dia 1º de maio de 2013 decreta o acréscimo do nome de São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas Orações eucarísticas II, III e IV (precedentemente João XXIII tinha estabelecido em 13 de novembro de 1962 a introdução no antigo Cânone romano da Missa, ao lado do nome de Maria e antes dos Apóstolos). Foi também João XXIII, que querendo confiar ao “pai” terreno de Jesus o Concílio Vaticano II, escreveu em 1961 a Carta Apostólica Le Voci, na qual faz um tipo de sumário da devoção a São José sustentada pelos seus predecessores. Não são opacas operações de “burocracia” litúrgica. Por trás de cada novo decreto colhe-se um sentimento e uma consciência eclesial cada vez mais enraizada como por exemplo, como aconteceu a Pio XII, podem chegar a marcar também na vida civil.

Um Santo que trabalha

No dia primeiro de maio de 1955, era um domingo e a Praça São Pedro estava repleta de fiéis. Pio XII faz um discurso enérgico aos presentes exortando todos a se orgulharem da sua identidade cristã frente às ideologias socialistas que pareciam dominar . No final surpreende a multidão com um “presente” que entusiasma todos:

“Para que todos entendam este significado (…) queremos anunciar a Nossa determinação de instituir – como de fato instituímos – a festa litúrgica de São José operário, marcando-a no dia 1º de maio. Trabalhadores e trabalhadoras, agrada-vos o nosso dom? Temos certeza que sim, porque o humilde artesão de Nazaré não só personifica junto a Deus e a Santa Igreja a dignidade do trabalhador, mas é também sempre providente guardião vosso e de vossas famílias” (Festa de S. José Operário – 1º de maio de 1955).

“Papa José” não é possível

Quatro anos mais tarde a Igreja estava sendo guiada por um homem que queria se chamar “Papa José”. Renunciou, disse, porque “não é usado entre os Papas”, mas a explicação revela a nostalgia e a forte devoção que João XXIII tinha por São José:

“Faça com que também os teus protegidos compreendam que não estão sós no seu trabalho, mas saibam descobrir Jesus ao seu lado, acolhê-lo com a graça, custodiá-lo com a fé como tu o fazes. E faça com que em cada família, em cada fábrica, oficina, onde quer que trabalhe um cristão, tudo seja santificado na caridade, na paciência, na justiça, na busca do fazer bem, para que desçam abundantes dons da celeste predileção” (19 de março de 1959)

O homem dos riscos

Paulo VI também não se chama José, mas de 1963 a 1969 em particular, não deixa de celebrar uma Missa na solenidade de 19 de março. Cada homilia torna-se uma peça que forma um retrato pessoal com o qual Paulo VI mostra-se fascinado pela “completa e submissa dedicação” de José à sua missão, do homem “talvez tímido” mas dotado “de uma grandeza sobre-humana que encanta”.

“São José, um homem ‘comprometido’ como se diz agora, por Maria, a eleita entre todas as mulheres da terra e da história, sempre sua virgem esposa, também fisicamente sua mulher, e por Jesus, em virtude da descendência legal, não natural, sua prole. A ele, os pesos, as responsabilidades, os riscos, as preocupações da pequena e singular sagrada família. A ele o serviço, a ele o trabalho, a ele o sacrifício, na penumbra do quadro evangélico, no qual nos agrada contemplá-lo, e certamente, sem dúvida, agora que tudo conhecemos, chamá-lo feliz, bem-aventurado. Isso é Evangelho. Nele os valores da existência humana assumem medidas diferentes daquela que somos acostumados a apreciar: aqui o que é pequeno torna-se grande” (Homilia de 19 de março de 1969).

O esposo sublime

Em 26 anos de pontificado João Paulo II falou de São José em infinitas ocasiões e, sempre disse que rezava intensamente pelo santo todos os dias. Essa devoção se resume no documento que lhe dedica em 15 de agosto de 1989, com a publicação da Exortação Apostólica Redemptoris Custos, escrita 100 anos depois da Quamquam Pluries de Leão XIII. No documento Papa Wojtyla aprofunda a vida de José em vários aspectos principalmente o do matrimônio cristão no qual oferece uma profunda leitura da relações entre os dois esposos de Nazaré.

“A dificuldade de se aproximar ao mistério sublime da sua comunhão esponsal levou todos, desde o século II, a atribuir a José uma idade avançada e a considerá-lo guardião, mais do que esposo de Maria. É o caso de supor, ao invés, que na época ele não fosse um homem idoso, mas que a sua perfeição interior, fruto da graça, o levasse a viver com afeto virginal a relação esponsal com Maria” (Audiência Geral de 1996).

O pai silencioso

De São José não se conhecem as palavras, apenas os silêncios. Bento XVI aprofunda-se na aparente ausência de São José e extrai dela a riqueza de uma vida completa, de um homem fundamental que com seu exemplo sem proclamações marcou o crescimento de Jesus o homem-Deus:

“Um silêncio graças ao qual José, em união com Maria, custodia a Palavra de Deus (…) um silêncio marcado pela oração constante, oração de bênção do Senhor, de adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas à sua providência. Não se exagera quando se pensa que do próprio “pai” José, Jesus tenha tomado – no plano humano – a robusta interioridade que é pressuposto da autêntica justiça, a “justiça superior”, que ele um dia ensinará aos seus discípulos”. (Angelus de 2005)

O Santo da ternura

Da pequena “paróquia” de Santa Marta, Papa Francisco refletiu muito sobre o Santo ao qual confia todas suas preocupações. “O homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva adiante toda paternidade, todo mistério, mas não pega nada para si”, disse um uma das Missas matutinas. Por fim, em 20 de março de 2017 sublinha que José é o homem que age também quando dorme porque sonha o que Deus quer.

“Hoje gostaria de pedir que nos conceda a todos a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, bonitas, aproximamo-nos do sonho de Deus, daquilo que Deus sonha sobre nós. Que conceda aos jovens — porque ele era jovem — a capacidade de sonhar, de arriscar e de cumprir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E conceda a nós a fidelidade que em geral cresce numa atitude correta, cresce no silêncio e na ternura que é capaz de guardar as próprias debilidades e as dos outros”.

Via Vatican News

São José

19 de Março

São José

Apesar da grandeza do santo de hoje, os Evangelhos pouco falam de São José e sequer registram uma palavra saída de sua boca. Referem-se a ele, comparecendo ao recenseamento, por ocasião do nascimento de Jesus, no episódio da fuga para o Egito a fim de proteger a família da ira de Herodes e na volta, ao saber que a vida do menino não se encontrava mais ameaçada.

A última referência a ele é por ocasião da perda do Menino Jesus no templo e do seu encontro entre os doutores. Depois disso, o evangelho só diz que Jesus obedecia a José e a Maria e crescia em sabedoria, idade e graça. Entretanto é determinante e marcante a presença de José na vida de Jesus, e na História da Salvação.

Ele pertencia à tribo de Judá e à Casa de Davi. Segundo a tradição, tinha um irmão e uma irmã, pais daqueles que os evangelistas denominam irmãos de Jesus e que, na realidade, eram seus primos. Morava em Nazaré e era carpinteiro. Não era um velho, como alguns ainda supõem e provavelmente não era viúvo, como dizem outros. Por ocasião de seu casamento com Maria devia ter entre 20 e 30 anos de idade.

Quando percebeu que Maria estava grávida, entrou num dilema. Sabia que não havia tomado parte naquela gravidez, mas sabia também que não podia duvidar da fidelidade da esposa. Sendo um homem justo, não se apoia na tradição judaica que lhe dava o direito de expulsar Maria de casa. Ao contrário, para protegê-la contra comentários maldosos, pensa em abandoná-la secretamente e assim arcar com o ônus da infidelidade e irresponsabilidade. Bastava essa atitude para mostrar o quanto ele estava à altura da missão de pai de Jesus aqui na terra.

O resto nós sabemos: José recebeu Maria em sua casa e seu matrimônio com ela, embora virginal, foi um verdadeiro matrimônio, na medida em que se amaram profundamente, se respeitaram e juntos acolheram a vontade de Deus em suas vidas. São José é considerado o Pai do Novo Testamento, o Padroeiro da Igreja, dos pais de família, dos carpinteiros, dos marceneiros e da boa morte. O culto a São José teve início no Egito.

O mundo de hoje, exibicionista e barulhento, necessita mais que nunca de pessoas, como São José: simples, humildes, silenciosas, mas ao mesmo tempo de iniciativa, firmes e corajosas. O mundo de hoje, prepotente e desumano com os mais simples, clama por pessoas como São José, capazes de proteger os mais fracos, de abrir novas chances de vida para os perseguidos e condenados à morte, de enfrentar com a força do amor que tudo supera e pode, os sistemas herodianos injustos e cruéis desse nosso tempo.

Fonte: Zélia Vianna. Santidade Ontem e Hoje (2005). Salvador: Paróquia de São Pedro

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19 de Março 2109

A SANTA MISSA

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Solenidade: São José, esposo da Virgem Maria
Cor: Branca

1ª Leitura: 2Sm 7,4-5a.12-14a.16 

“O Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai”. 

Leitura do Segundo Livro de Samuel

Naqueles dias, 4 a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5a “Vai dizer ao meu servo Davi: `Assim fala o Senhor: 12 Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 13 Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14a Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16 Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre'”.

– Palavra do Senhor
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 88(89),2-3.4-5.27 e 29 (R. 37)

R.  Eis que a sua descendência durará eternamente.

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, *
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” *
E a vossa lealdade é tão firme como os céus.     R.

4 “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, *
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
5 Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, *
de geração em geração garantirei o teu reinado!”       R.

27 Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, *
sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’
29 Guardarei eternamente para ele a minha graça *
e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.       R. 

2ª Leitura: Rm 4,13.16-18.22 

“Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na fé”.  

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: 13 Não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16 É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17 Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18 Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. 22 Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Evangelho: Mt 1,16.18-21.24a  

“José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado”. 

– O Senhor esteja convosco
– Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

16 Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 24a Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor! 

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Pastoral Vocacional lança site sobre preparação do IV Congresso Vocacional do Brasil

Os representantes da Pastoral Vocacional que irão participar do IV Congresso Vocacional do Brasil, a partir de agora, podem acompanhar toda a preparação do evento por meio de um hotsite. A página está no ar e foi lançada com o objetivo de oferecer informações aos interessados, como a programação, inscrições, local etc.

Além de trazer reflexões sobre o IV Congresso Vocacional, bem como objetivos, os usuários têm ainda a oportunidade de conhecer importantes eventos vocacionais que já aconteceram ao redor do país. Um importante momento desta preparação é a realização dos pré congressos regionais que também podem ser acompanhados no site.

O hotsite apresenta um layout moderno e com fácil navegação pelos conteúdos e galerias. De acordo com o coordenador da Pastoral Vocacional, padre Elias Silva, o meio foi desenvolvido com a proposta de valorizar as informações do encontro. “É mais uma maneira deste evento chegar a tantas pessoas, inclusive as ressonâncias pré congresso. Você pode entrar lá e terá acesso aos convites, as datas dos pré congressos dos regionais, vídeos, inclusive testemunhos vocacionais”, disse.

Padre Elias comenta que, em breve, a página possibilitará o cadastro para a realização das inscrições para participar do evento. “As inscrições começam dia 1º de abril e vão até o dia 30 de julho. Você que está envolvido no trabalho da Pastoral no regional ou ligado à Conferência dos Religiosos do Brasil, a CRB ou à diocese pode estar se inscrevendo”, garante.

Vocação e Discernimento

O IV Congresso Vocacional do Brasil acontecerá entre os dias 05 e 08 de setembro de 2019, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP). Podem participar regionais e dioceses do Brasil. A expectativa da coordenação do evento é a de que cerca de 650 pessoas se inscrevam.

No evento, todos os batizados serão convidados a aprofundar o tema “Vocação e discernimento” e, de uma maneira especial, os bispos, sacerdotes, consagrados, religiosos e leigos, envolvidos no Serviço de Animação Vocacional do Brasil.

Acesse o hotsite: http://congressovocacionalbrasil.com.br/

Via CNBB

Papa: imitar a misericórdia do Senhor. A esmola não é só material, mas também espiritual

Não julgar os outros, não condenar e perdoar: deste modo, se imita a misericórdia do Pai. Na missa celebrada na Casa Santa Marta (18/03), o Papa Francisco recordou a todos que na vida, para não errar, é preciso “imitar Deus”, “caminhar diante dos olhos do Pai”. Partindo do Evangelho do dia, extraído de Lucas (Lc 6,36-38), o Pontífice falou antes de mais sobre a misericórdia de Deus, capaz de perdoar as ações mais “graves”.

A misericórdia de Deus é algo tão grande, tão grande. Não nos esqueçamos disto. Quantas pessoas [dizem]: “Eu fiz coisas tão graves. Eu comprei meu lugar no inferno, não poderei voltar atrás”. Mas pense na misericórdia de Deus, não? Recordemos aquela história da pobre viúva que foi se confessar com o cura d’Ars (o marido tinha se suicidado; tinha se lançado da ponte num rio, não?). E chorava. Disse: “Mas eu sou uma pecadora, coitada. Mas coitado do meu marido! Está no inferno! Ele se suicidou e o suicídio é um pecado mortal. Está no inferno”. E o cura d’Ars disse: “Mas espere senhora, porque da ponte até o rio existe a misericórdia de Deus”. Mas até o fim, até o fim, há a misericórdia de Deus.

Bons hábitos na Quaresma

Para colocar-se no sulco da misericórdia, Jesus indica conselhos práticos. Antes de tudo, não julgar: um péssimo costume do qual abster-se, sobretudo neste tempo de Quaresma.

É um hábito que se infiltra na nossa vida sem que percebamos. Sempre! Até mesmo para começar uma conversa, não? “Mas você viu aquela pessoa o que fez?”. O julgamento sobre o outro. Pensemos quantas vezes por dia nós julgamos. Mas por favor! Parecemos todos juízes, não! Todos. Mas sempre para começar uma conversa, um comentário a respeito do outro, julgam: “Mas olha, fez uma plástica! Está pior do que antes”. O julgamento.

Depois, perdoar, mesmo que seja “tão difícil”, porque as nossas ações dão “a medida a Deus de como deve fazer conosco”.

Mantenhamos os bolsos abertos

Na homilia, o Papa convidou todos a aprender a sabedoria da generosidade, via mestra para renunciar às “fofocas”, em que “julgamos continuamente, condenamos continuamente e dificilmente perdoamos”.

O Senhor nos ensina: “Dai”. “Dai e vos será dado”: sejam generosos em doar. Não tenham os bolsos fechados; sejam generosos em doar aos pobres, àqueles que precisam e dar também tantas coisas: dar conselhos, dar sorrisos às pessoas, sorrir. Sempre dar, dar. “Dai e vos será dado. E vos será dado numa boa medida, calcada, sacudida, transbordante”, porque o Senhor será generoso: nós somos um e Ele nos dará cem de tudo aquilo que nós damos. E esta é a atitude que blinda o não julgamento, o não condenar e o perdoar. A importância da esmola, mas não só a esmola material, mas também a esmola espiritual; dedicar tempo a quem precisa, visitar um doente, sorrir.

Via Vatican News

Barco Hospital Papa Francisco pronto para testes

O projeto que emocionou o Pontífice, o Barco Hospital Papa Francisco, está agora pronto para fazer os testes na água, segundo noticiou a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

Nesta quinta-feira, foram registradas imagens no estaleiro de Fortaleza (CE). A iniciativa da diocese de Óbidos, com apoio da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus e do Ministério Público do Trabalho, vai atender as populações ribeirinhas ao longo do Rio Amazonas, no território do estado do Pará.

Projeto no Vaticano

No dia 5 de novembro de 2018, o Bispo do Óbidos, Dom Bernardo Bahlmann, e o Frei Francisco Belotti apresentaram a maquete ao Papa Francisco, em audiência no Vaticano.

Trata-se de um projeto “ousado” – como definiu o bispo alemão -, que vai percorrer mil quilômetros do Estado do Pará, oferecendo atendimento médico a mil comunidades ribeirinhas e 12 municípios, num total de cerca de 700 mil pessoas.

Em entrevista ao Vatican News, Dom Bernardo afirmou que o Papa ficou “feliz e comovido” e saudou os povos da Amazônia:

O projeto foi solicitado pelo próprio Pontífice quando visitou o Hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013. Foi então que o Papa perguntou ao Frei Francisco Belotti se eles estavam presentes na Amazônia, encorajando um projeto naquela região.

A finalidade é levar saúde às comunidades ribeirinhas na região amazônica e atuar na prevenção do câncer, com a realização de exames e triagem para pesquisas em parceria com as Universidades nas patologias de maior incidência na região.

Via Vatican News

Barco Hospital Papa Francisco pronto para testes

O projeto que emocionou o Pontífice, o Barco Hospital Papa Francisco, está agora pronto para fazer os testes na água, segundo noticiou a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

Nesta quinta-feira, foram registradas imagens no estaleiro de Fortaleza (CE). A iniciativa da diocese de Óbidos, com apoio da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus e do Ministério Público do Trabalho, vai atender as populações ribeirinhas ao longo do Rio Amazonas, no território do estado do Pará.

Projeto no Vaticano

No dia 5 de novembro de 2018, o Bispo do Óbidos, Dom Bernardo Bahlmann, e o Frei Francisco Belotti apresentaram a maquete ao Papa Francisco, em audiência no Vaticano.

Trata-se de um projeto “ousado” – como definiu o bispo alemão -, que vai percorrer mil quilômetros do Estado do Pará, oferecendo atendimento médico a mil comunidades ribeirinhas e 12 municípios, num total de cerca de 700 mil pessoas.

Em entrevista ao Vatican News, Dom Bernardo afirmou que o Papa ficou “feliz e comovido” e saudou os povos da Amazônia:

O projeto foi solicitado pelo próprio Pontífice quando visitou o Hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013. Foi então que o Papa perguntou ao Frei Francisco Belotti se eles estavam presentes na Amazônia, encorajando um projeto naquela região.

A finalidade é levar saúde às comunidades ribeirinhas na região amazônica e atuar na prevenção do câncer, com a realização de exames e triagem para pesquisas em parceria com as Universidades nas patologias de maior incidência na região.

Via Vatican News