20 de Setembro 2019

A SANTA MISSA

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24ª Semana do Tempo Comum – Sexta-feira 
Memória: SS. André Kim Taegon, presbítero,
Paulo Chang Hasang, e Comps., mártires
Cor: Vermelha

1ª Leitura: 1Tm 6,2c-12

 “Mas tu, homem de Deus, pratica a justiça”

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo, 2c ensina e recomenda estas coisas. 3 Quem ensina doutrinas estranhas e discorda das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e da doutrina conforme à piedade, 4 é um obcecado pelo orgulho, um ignorante que morbidamente se compraz em questões e discussões de palavras. Daí é que nascem invejas, contendas, insultos, suspeitas, 5 porfias de homens com mente corrompida e privados da verdade que fazem da piedade assunto de lucro. 6 Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, mas quando acompanhada do espírito de desprendimento. 7 Porque nada trou­xemos ao mundo como tampouco nada poderemos levar. 8 Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos. 9 Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, 10 porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muito sofrimentos. 11 Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12 Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.

– Palavra do Senhor
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 48(49), 6-7.8-10.17-18.19-20(R. Mt 5, 3)

R. Felizes os humildes de espírito,
porque deles é o Reino dos céus.

Por que temer os dias maus e infelizes, *
quando a malícia dos perversos me circunda?
Por que temer os que confiam nas riquezas *
e se gloriam na abundância de seus bens?      R.

8 Ninguém se livra de sua morte por dinheiro *
nem a Deus pode pagar o seu resgate.
9 A isenção da própria morte não tem preço; *
não há riqueza que a possa adquirir,
10 nem dar ao homem uma vida sem limites *
e garantir-lhe uma existência imortal.      R.

17 Não te inquietes, quando um homem fica rico *
e aumenta a opulência de sua casa;
18 pois ao morrer não levará nada consigo, *
nem seu prestígio poderá acompanhá-lo.        R.

19 Felicitava-se a si mesmo enquanto vivo: *
‘Todos te aplaudem, tudo bem, isto que é vida!’
20 Mas vai-se ele para junto de seus pais, *
que nunca mais e nunca mais verão a luz!        R. 

Evangelho: Lc 8,1-3 

 “Andavam com ele várias mulheres que ajudavam a Jesus
e aos discípulos com os bens que possuíam”. 

– O Senhor esteja convosco
– Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo: 1 Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3 Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor! 

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Santo André Kim, Paulo Chóng e Companheiros

20 de Setembro 

Santo André Kim, Paulo Chóng e Companheiros

A Igreja coreana tem, talvez, uma característica única no mundo católico. Foi fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura.

Foi ali que os coreanos tomaram conhecimento do cristianismo. Especialmente por meio do livro do grande padre Mateus Ricci, ‘A verdadeira doutrina de Deus’. Foi o leigo Lee Byeok que se inspirou nele para, então, fundar a primeira comunidade católica atuante na Coreia.

As visitas à China continuaram e os cristãos coreanos foram, então, informados pelo bispo de Pequim de que suas atividades precisavam seguir a hierarquia e organização ditada pelo Vaticano, a Santa Sé de Roma. Teria de ser gerida por um sacerdote consagrado, o qual foi enviado oficialmente para lá em 1785.

Em pouco tempo, a comunidade cresceu, possuindo milhares de fiéis. Porém começaram a sofrer perseguições por parte dos governantes e poderosos, inimigos da liberdade, justiça e fraternidade pregadas pelos missionários. Tentando acabar com o cristianismo, matavam seus seguidores. Não sabiam que o sangue dos mártires é semente de cristãos, como já dissera o imperador Tertuliano, no início dos tempos cristãos. Assim, patrocinaram uma verdadeira carnificina entre 1785 e 1882, quando o governo decretou a liberdade religiosa.

Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon, o primeiro sacerdote mártir coreano. Vejamos o seu caminho no apostolado.

André nasceu em 1821, numa família profundamente cristã da nobreza coreana. Seu pai, por causa das perseguições, havia formado uma ‘Igreja particular’ em sua casa, nos moldes daquelas dos cristãos dos primeiros tempos, para rezarem, pregarem o Evangelho e receberem os sacramentos. Tudo funcionou até ser denunciado e morto, aos 44 anos, por não renegar a fé em Cristo.

André tinha 15 anos e sobreviveu com os familiares, graças à ajuda dos missionários franceses, que os enviaram para a China, onde o jovem se preparou para o sacerdócio e retornou diácono, em 1844. Depois, numa viagem perigosa em clima de perseguição, tanto na ida quanto na volta, foi para Xangai, onde o bispo o ordenou sacerdote.

Devido à sua condição de nobre e conhecedor dos costumes e pensamento local, obteve ótimos resultados no seu apostolado de evangelização. Até que, a pedido do bispo, um missionário francês, seguiu em comitiva num barco clandestino para um encontro com as autoridades eclesiásticas de Pequim, que aguardavam documentos coreanos a serem enviados ao Vaticano. Foram descobertos e presos. Outros da comunidade foram localizados, inclusive os seus parentes.

André era um nobre, por isso foi interrogado até pelo rei, no intuito de que renegasse a fé e denunciasse seus companheiros. Como não o fez, foi severamente torturado por um longo período e morto por decapitação, no dia 16 de setembro de 1846 em Seul, Coreia.

Na mesma ocasião, foram martirizados 103 homens, mulheres, velhos e crianças, sacerdotes e leigos, ricos e pobres. De nada adiantou, pois a jovem Igreja coreana floresceu com os seus mártires. Em 1984, o papa João Paulo II, cercado de uma grande multidão de cristãos coreanos, canonizou santo André Kim Taegon e seus companheiros, determinando o dia 20 de setembro para a celebração litúrgica.

Texto: Paulinas Internet

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20 a 22 de setembro: crianças protagonizam a Festa dos Anjos na Basílica de Assis

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A Basílica Papal de Santa Maria dos Anjos, em Assis, na Itália, está recebendo as relíquias de São Domingos Sávio por ocasião da Festa dos Anjos, que acontece de 20 a 22 deste mês de setembro – mês dos anjos e arcanjos.

O encontro incentiva as crianças a rezarem aos seus anjos da guarda e a lhes pedirem proteção. Na edição deste ano também se dará destaque ao testemunho de santidade do jovem São Domingos Sávio, aluno de São João Bosco. Edições anteriores já propuseram às crianças os exemplos de Santa Maria Goretti, mártir aos 11 anos por resistir a uma tentativa de estupro, e da Venerável Antonieta Neo, a “Nennolina”, que faleceu aos 6 anos de idade dando um testemunho impactante de alegria na luta contra a doença.

A Festa dos Anjos será aberta nesta sexta-feira, 20, com uma apresentação da vida de São Domingos Sávio intitulada “As santas crianças“.

No sábado, 21, as crianças estarão à frente do rosário e da procissão de velas. Já no domingo, 22, vestidas de branco, as crianças participarão da procissão dos anjos a partir das 11h, seguindo-se a Santa Missa com os cantos entoados pelo coro da Festa dos Anjos. Ao longo da tarde, serão organizadas diversas atividades lúdicas.

Permanecerá aberta durante todo o período da Festa dos Anjos a mostra “Anjos em Exibição“, com desenhos infantis expostos no berçário do Santuário da Porciúncula.

Para a comunidade dos frades menores da região italiana da Úmbria, o evento promoverá a reflexão sobre o significado prático da santidade, vista como esforço diário para se viver desde a infância à luz do Evangelho e com a força da oração e dos sacramentos, em especial o da Eucaristia.

Via Aleteia

O Papa: o ministério é um dom, não uma função ou um pacto de trabalho

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O Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta e diante dos muitos bispos e sacerdotes que concelebraram com ele, falou do dom do ministério.

O Pontífice os convidou a refletir sobre a primeira Carta de São Paulo a Timóteo, proposta pela liturgia, destacando a palavra “dom”, seguindo o conselho de Paulo ao jovem discípulo: “Não descuides o dom da graça que tu tens”.

Não é um pacto de trabalho: “Eu devo fazer”, o fazer está em segundo plano; eu devo receber o dom e protegê-lo como dom e dali brota tudo, na contemplação do dom. Quando nós nos esquecemos disto, nos apropriamos do dom e o transformamos em função, perde-se o coração do ministério, perde-se o olhar de Jesus que olhou para todos nós e disse: “Segue-me”, perde-se a gratuidade.

O risco de centralizar o ministério em nós mesmos

O Papa adverte então para um risco:

Desta falta de contemplação do dom, do ministério como dom, brotam todos aqueles desvios que nós conhecemos, dos piores, que são terríveis, àqueles mais cotidianos, que nos fazem centralizar o nosso ministério em nós mesmos e não na gratuidade do dom e no amor por Aquele que nos deu o dom, o dom do ministério.

É importante fazer, mas primeiramente contemplar e proteger

Citando o apóstolo Paulo, Francisco recordou que o dom é “conferido mediante uma palavra profética com a imposição das mãos por parte dos presbíteros” e que vale para os bispos, mas também “para todos os sacerdotes”.

O Papa destacou ainda “a importância da contemplação do ministério como dom e não como função”. Fazemos aquilo que podemos, esclareceu, com boa vontade, inteligência, “também com esperteza”, mas sempre para proteger este dom.

O fariseu que esquece os dons da cortesia e do acolhimento

Esquecer a centralidade de um dom, acrescentou o Pontífice, é algo humano e deu como exemplo o fariseu que, no Evangelho de Lucas, acolhe Jesus em sua casa, ignorando “as inúmeras regras de acolhimento”, ignorando os dons. Jesus faz notar isso, indicando a mulher que doa tudo aquilo que o anfitrião esqueceu: a água para os pés, o beijo do acolhimento e a unção da cabeça com o óleo.

Havia este homem que era bom, um bom fariseu, mas esqueceu o dom da cortesia, o dom do acolhimento, que também é um dom. Sempre se esquecem os dons quando há algum interesse por trás, quando eu quero fazer isto, fazer, fazer… Sim, devemos, os sacerdotes, todos nós devemos fazer coisas e a primeira tarefa é anunciar o Evangelho, mas protegê-lo, proteger o centro, a fonte, de onde brota esta missão, que é propriamente o dom que recebemos gratuitamente do Senhor.

O Senhor nos ajude a não nos tornar ministros empresários

A oração final de Francisco ao Senhor é para que “nos ajude a proteger o dom, a ver o nosso ministério primeiramente como um dom, depois um serviço”, para não arruiná-lo “e não se tornar ministros empresários, executores”, e tantas coisas que afastam da contemplação do dom e do Senhor, “que nos deu o dom do ministério”. Uma graça que o Pontífice pediu para todos os presentes, mas especialmente para aqueles que festejam os 25 anos de ordenação.

Via Vatican News

Papa Francisco propõe este santo aos jovens para não terem medo da voz de Jesus

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O Papa Francisco incentivou os jovens a não terem medo de seguir a voz de Jesus para responder à sua vocação e propôs-lhes o exemplo de Santo Estanislau Kostka, que morreu aos 18 anos de idade.

Em sua saudação aos fiéis poloneses reunidos na Praça de São Pedro, durante a Audiência Geral, na quarta-feira, o Santo Padre recordou que em 18 de setembro a Igreja na Polônia celebrou a festa de Santo Estanislau Kostka, padroeiro das crianças e dos jovens.

Por isso, o Papa indicou que Santo Estanislau, quando jovem, caminhou de Viena a Roma a pé para ser jesuíta. “Mostrou assim que é necessário sacrificar muito para seguir a voz da própria vocação”, afirmou Francisco.

Além disso, o Pontífice afirmou que Santo Estanislau Kostka é “exemplo também para aqueles jovens que, temendo a reação de seus próprios familiares, dos amigos ou dos outros, têm medo de escolher o caminho vocacional para o sacerdócio ou para a vida religiosa”.

“Queridos jovens, não tenham medo de seguir a voz de Cristo!”, encorajou o Papa.

Dados biográficos

Estanislau Kostka nasceu em 28 de outubro de 1550, no castelo de Rostkow, muito perto da pequena cidade de Przasnysz, pertencente ao principado de Mazowsze (Polônia).

Foi o segundo de seis filhos do casal Juan Kostka e Margarita Kryskich. A genealogia dos Kostka remonta a Jastschenbiesz, um dos companheiros de Lech, fundador da Polônia.

Quando completou 17 anos, ingressou na Companhia de Jesus em Roma e morreu de malária em 15 de agosto de 1568.

Foi beatificado em 14 de agosto de 1605 e canonizado em 31 de dezembro de 1726.

Via ACI Digital

19 de Setembro 2019

A SANTA MISSA

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24ª Semana do Tempo Comum – Quinta-feira 
Cor: Verde

1ª Leitura: 1Tm 4,12-16

 “Tem cuidado contigo e com o teu ensino:
assim salvar-te-ás a ti e àqueles que te ouvem”

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo, 12 ninguém te despreze por seres jovem. Pelo contrário, serve de exemplo para os fiéis, na palavra, na conduta, na caridade, na fé, na pureza. 13 Até que eu chegue, dedica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14 Não descuides o dom da graça que tu tens e que te foi dada por indicação da profecia, acompanhada da imposição das mãos do presbitério. 15 Com perseverança, põe estas coisas em prática, para que todos vejam o teu progresso. 16 Cuida de ti mesmo e daquilo que ensinas. Mostra-te perseverante. Assim te salvarás a ti mesmo e também àqueles que te escutam.

– Palavra do Senhor
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 110(111), 7.8.9-10(R. 2a)

R. Grandiosas são as obras do Senhor!

Suas obras são verdade e são justiça, *
seus preceitos, todos eles, são estáveis,
confirmados para sempre e pelos séculos, *
realizados na verdade e retidão.      R.

9 Enviou libertação para o seu povo, +
confirmou sua Aliança para sempre. *
Seu nome é santo e é digno de respeito.      R.

10 Temer a Deus é o princípio do saber, +
e é sábio todo aquele que o pratica. *
Permaneça eternamente o seu louvor.       R.

Evangelho: Lc 7,36-50 

“Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados
porque ela mostrou muito amor”. 

– O Senhor esteja convosco
– Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo: 36 Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37 Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39 Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40 Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41 ‘Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43 Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44 Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45 Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46 Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47 Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48 E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49 Então, os convidados começaram a pensar: 50 Mas Jesus disse à mulher:
‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’

– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor! 

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Nossa Senhora de La Salette 

19 de Setembro

Nossa Senhora de La Salette 

Corria o ano de 1846, era o mês de setembro, inicio de outono na Europa, mais precisamente o dia 19, na pequena cidade de La Salete, na França, Diocese de Grenoble.
A vida seguia seu rumo sem grandes acontecimentos para aquele povoado de camponeses simples e humildes. Os campos de La Salete, próximo aos Alpes, estavam revestidos divinamente de flores diversas, miosótis, margaridas e lírios dos Alpes, formando um espetáculo de rara beleza.
Foi neste cenário que os pastorinhos Maximino Giraud (11 anos) e Melânia Calvat (15 anos), enquanto pastoreavam o rebanho, foram visitados pela Virgem Maria, nossos pastorinhos eram apenas amigos.
Após o almoço, daquele Sábado ensolarado, os pastores, mais precisamente Melânia, avistou no fundo do vale, uma estranha luz que brilhava como o sol.
A pequena pastora chamou a atenção de seu companheiro para o fenômeno.
Ao se aproximarem da luz, esta se abriu ao meio e os pastores puderam contemplar a figura de uma linda mulher sentada sobre uma pedra, com os cotovelos apoiados sobre os joelhos e o rosto escondido entre as mãos, demonstrando uma profunda tristeza.
“A Bela Senhora”, como os pastores definiram a aparição, ao perceber que os mesmos estavam assustados, chamou-os para perto dela, a fim de acalmá-los.

“Vinde, meus filhos, não temais, aqui estou para vos comunicar uma grande noticia. Se meu povo não quiser aceitar, vejo-me forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurar. A tanto tempo que sofro por vós…”.

E continuou:

Os que conduzem os carros (de boi), não o fazem sem abusar do nome de meu Filho. Se a colheita se estraga, não é senão por vossa causa. Bem vo-lo mostrei no ano passado com a colheita das batatas e não fizestes caso. Ao contrário, quando encontráveis estragada, era então que em tom de revolta, pronunciáveis o nome de meu Filho”. 

“Se tiverdes trigo, não o semeeis, pois os animais comerão tudo. O que semeardes e o que vingar, reduzir-se-á a pó quando for malhado. Sobrevirá uma grande fome”.

“… os outros farão penitências pela fome. As nozes estragar-se-ão; as uvas hão de apodrecer. Se vocês se converterem, até as pedras e as rochas se transformarão em montões de trigo e as batatas aparecerão semeadas por sobre a terra”.

E ainda continuou:

“…e  vocês, meus filhos, fazem bem suas orações?
– Não muito bem, responderam os pastorinhos!

– Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã. Quando não puderdes rezar mais, recitai ao menos o Pai-Nosso e uma Ave-Maria, devotamente. Quando tiverdes tempo, é preciso rezar mais”.

E ainda falou:

“Somente algumas mulheres idosas vão à missa, os outros trabalham aos domingos, durante o verão. E no inverno, quando não sabem o que fazer, vão a missa para somente zombar da religião. Durante a quaresma vão ao açougue como cães, atrás de carnes”.

E a Virgem concluiu depois, dizendo:

“Pois bem, meus filhos, transmitam tudo o que lhes revelei a todo o meu povo”.

Após ficar alguns instantes suspensa entre o céu e a terra, ela ergueu os olhos para o alto e foi desaparecendo lentamente. Maximino apressou-se então para juntar algumas flores, que a bela senhora tinha sob os pés, mas elas sumiram repentinamente.
Os pastorinhos voltaram para a vila ao escurecer e contaram a seus patrões tudo o que tinha visto e ouvido da bela senhora. Após o dia 21 de setembro, começaram as romarias ao local da aparição, cuja veracidade foi comprovada por inúmeros milagres.
No ano de 1852, o Bispo de Grenoble, fundou a Congregação dos Missionários, para propagar a mensagem da Virgem de la Salete e também iniciou a construção do Santuário que ficou pronto em 1879.
Maximino morreu muito jovem e Melânia tornou-se religiosa, sendo uma das fundadoras das “Filhas do Zelo do Divino Coração de Jesus”, e faleceu em 1904, em odor de santidade.

A mensagem das lágrimas

Mélania descreveu pranto de Nossa Senhora: “A Santíssima Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os seus joelhos e desapareciam com as faíscas de luz. Eram brilhantes e cheias de amor”.
“… as lágrimas de Nossa Mãe, longe de diminuir seu ar de majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la e torná-la mais bela e a mais amorosa das mães”.

A cruz e a corrente

Melânia descreve: “Nossa Senhora tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço. Essa cruz era dourada e sobre ela o crucificado […] Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês”. Geralmente interpreta-se o martelo como símbolo daqueles que pela sua má vida e pelo menosprezo a lei divina, pregam ainda mais nosso Senhor Jesus Cristo na cruz. Nesta mesma concepção a torquês representa aqueles que por suas boas ações aliviam as dores do Nosso Senhor, tentando despregá-lo da cruz.

Os olhos

Sobre os olhos da Virgem Mélania descreveu “os olhos da virgem Maria, pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes e todas as pedras preciosas mais procuradas. Eles brilhavam como sóis, eram doces, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraiam a ela”.

A Mensagem

A Virgem aparece com trajes de camponesa, sentada sobre uma pedra, traz na cabeça um rico diadema dourado, com flores, trajava um avental e seus pés cobertos de flores.
A Virgem falava com simplicidade, do jeito simples dos pastores simples, falava da terra, das plantações e colheitas, do gado e da fome, da oração e da missa. A linguagem era de fácil entendimento para os pastorinhos analfabetos e humildes.
O que a Virgem anunciou aconteceu um ano depois. Um grande flagelo sobre as parreiras (era então desconhecido o oídio), ou mal branco. O escritor e poeta Paul Cloudel afirmou: “as uvas apodreceram”.
Leon Bloy disse: “Os maiores devotos de Maria são ou os grandes pecadores arrependidos ou os inocentes e simples, aqueles que amam com um amor mais intenso se encontra ou entre aqueles que conheceram bem o pecado ou entre aqueles que o pecado não os conheceu”.

Fonte: http://arquisp.org.br

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A oração do Papa aos doentes de Alzheimer

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Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (18/09), o Papa Francisco recordou que em 21 de setembro celebra-se o Dia Mundial do Alzheimer.

Esta doença, afirmou o Papa, atinge inúmeros homens e mulheres, os quais com frequência são vítimas de violência, maus-tratos e abusos que espezinham a sua dignidade.

“Rezemos pela conversão dos corações e por quem sofre com o Alzheimer, por suas famílias e por aqueles que cuidam dos doentes.”

A esta oração, Francisco incluiu também quem sofre de patologias tumorais, para que sejam também eles amparados, seja na prevenção, seja no tratamento desta doença.

Memória

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a ‘Alzheimer’s Disease International’ (ADI) vai lançar um relatório mundial que aborda as atitudes globais em relação à demência, com base numa pesquisa com quase 70 mil pessoas em 155 países.

A síndrome afeta a memória, outras capacidades cognitivas e comportamentos que interferem significativamente na capacidade de uma pessoa em manter as suas atividades diárias.

Segundo a ADI, as mortes devido à demência mais do que duplicaram entre os anos 2000 e 2016, tornando-a a quinta principal causa de morte global em 2016; estima-se que o número de pessoas que vivem com demência passará dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

Via Vatican News

A oração do Papa aos doentes de Alzheimer

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Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (18/09), o Papa Francisco recordou que em 21 de setembro celebra-se o Dia Mundial do Alzheimer.

Esta doença, afirmou o Papa, atinge inúmeros homens e mulheres, os quais com frequência são vítimas de violência, maus-tratos e abusos que espezinham a sua dignidade.

“Rezemos pela conversão dos corações e por quem sofre com o Alzheimer, por suas famílias e por aqueles que cuidam dos doentes.”

A esta oração, Francisco incluiu também quem sofre de patologias tumorais, para que sejam também eles amparados, seja na prevenção, seja no tratamento desta doença.

Memória

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a ‘Alzheimer’s Disease International’ (ADI) vai lançar um relatório mundial que aborda as atitudes globais em relação à demência, com base numa pesquisa com quase 70 mil pessoas em 155 países.

A síndrome afeta a memória, outras capacidades cognitivas e comportamentos que interferem significativamente na capacidade de uma pessoa em manter as suas atividades diárias.

Segundo a ADI, as mortes devido à demência mais do que duplicaram entre os anos 2000 e 2016, tornando-a a quinta principal causa de morte global em 2016; estima-se que o número de pessoas que vivem com demência passará dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

Via Vatican News

Francisco: os projetos humanos sempre falham, somente a força de Deus permanece

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O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos, na Audiência Geral desta quarta-feira (18/09), realizada na Praça São Pedro, na qual participaram doze mil pessoas.

O tema da catequese do Papa foi extraído do Capítulo 3, 39 dos Atos dos Apóstolos: “Cuidado para não se meterem contra Deus! Os participantes do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel”.

Obediência da fé

“Diante da proibição dos judeus de ensinar no nome de Cristo, Pedro e os Apóstolos respondem com coragem que não podem obedecer aos que desejam interromper a viagem do Evangelho no mundo. Os Doze mostram que possuem a “obediência da fé” que eles desejam despertar em todos as pessoas. A partir de Pentecostes, eles deixam de ser pessoas sozinhas. Vivem uma sinergia especial que os descentraliza de si mesmos e os leva a dizer: «nós e o Espírito Santo». Sentem que não podem dizer “eu” sozinho, mas “nós”, o «Espírito Santo e nós»”, disse Francisco, acrescentando:

Na força desta aliança, os Apóstolos não se deixam assustar por ninguém. Tinham uma coragem impressionante. Pensamos que eram covardes: todos fugiram, fugiram quando Jesus foi detido pela polícia. Todos. Mas, passaram de covardes a corajosos. Por quê? Porque o Espírito Santo estava com eles. O mesmo acontece conosco: se tivermos o Espírito Santo dentro nós, teremos a coragem de seguir em frente, a coragem de vencer muitas lutas, não por nós mesmos, mas pelo Espírito que está conosco.

Os mártires de hoje

Segundo Francisco, os Apóstolos “não recuam em sua marcha como testemunhas intrépidas do Ressuscitado, como os mártires de todos os tempos, inclusive o nosso”.

Os mártires dão a vida, não escondem que são cristãos. Pensemos, alguns anos atrás, hoje também existem muitos mas, pensemos nos cristãos coptas ortodoxos verdadeiros, trabalhadores que foram todos degolados na praia da Líbia, quatro anos atrás. A última palavra que disseram foi “Jesus, Jesus”. Eles não venderam a fé, porque o Espírito Santo estava com eles. São os mártires de hoje.

“Os Apóstolos são os megafones do Espírito Santo, enviados por Jesus ressuscitado a difundir com prontidão e sem hesitação a Palavra que salva. Esta determinação deles faz tremer o sistema religioso judaico, que se sente ameaçado e responde com violência e condenações à morte. A perseguição dos cristãos é sempre a mesma: as pessoas que não querem o cristianismo sentem-se ameaçadas e levam os cristãos à morte.”

Mas, no Sinédrio, eleva-se a voz de Gamaliel, um fariseu diferente que escolhe conter a reação dos demais, “um homem prudente, doutor da lei estimado por todo o povo”. Na escola de Gamaliel, São Paulo aprendeu a observar “a Lei de nossos pais”, conforme ele diz no Capítulo 22 dos Atos dos Apóstolos. Gamaliel toma a palavra e convida os seus correligionários a exercer a arte do discernimento, diante de situações que excedem os padrões usuais.

A força que os homens têm em si não é duradoura

“Ele mostra, citando alguns personagens que se fingiram Messias, que todo projeto humano pode primeiro receber elogios e depois naufragar, enquanto tudo o que vem do alto e tem a “assinatura” de Deus está destinado a durar.”

Os projetos humanos sempre falham; eles têm um tempo, como nós. Pensemos em tantos projetos políticos, e como eles mudam de um lado para o outro, em todos os países. Pensemos nos grandes impérios, pensemos nas ditaduras do século passado. Sentiam-se poderosos, que podiam dominar o mundo. Depois todos desabaram. Pensemos também nos impérios de hoje: desabarão, se Deus não estiver com eles, porque a força que os homens têm em si não é duradoura. Somente a força de Deus permanece. Pensemos na história dos cristãos, incluindo a história da Igreja, com tantos pecados, tantos escândalos, tantas coisas ruins nesses dois milênios. E por que não desabou? Porque Deus está ali. Nós somos pecadores e muitas vezes escandalizamos. Mas Deus está conosco. Deus sempre salva. A força é “Deus conosco.

“Portanto, Gamaliel conclui que, se os discípulos de Jesus de Nazaré creram num impostor, são destinados a desaparecer; se ao invés seguem alguém que vem de Deus, é melhor desistir de combatê-los; e adverte: “Cuidado para não se meterem contra Deus. Nos ensina a fazer esse discernimento”, sublinhou Francisco.

Hábito do discernimento

As palavras de Gamaliel, são palavras pacatas e sensatas, que nos permitem ver o evento cristão com uma nova luz. Tocam os corações e obtêm o efeito desejado: os outros membros do Sinédrio aceitam o seu parecer e renunciam aos propósitos de morte, ou seja, matar os apóstolos.

O Papa concluiu a sua catequese, convidando-nos a pedir ao Espírito Santo para agir em nós a fim de que possamos “adquirir o hábito do discernimento”.

Que o Espírito Santo nos ajude a “ver sempre a unidade da história da salvação através dos sinais da passagem de Deus em nosso tempo e nos rostos daqueles que nos rodeiam, e a aprender que o tempo e os rostos humanos são mensageiros do Deus vivo”.

Via Vatican News