Papa Francisco viajará para Marrocos em março de 2019

O Papa Francisco fará uma viagem apostólica ao Marrocos em 2019, anunciou na terça-feira, 13, o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Greg Burke. A visita será nos dias 30 e 31 de março, às cidades de Rabat e Casablanca.

O Santo Padre acolhe, assim, o convite feito por Sua Majestade o Rei Mohammed VI e pelos bispos do país. O programa da viagem será publicado posteriormente.

Essa é uma das primeiras viagens confirmadas para a agenda de Francisco em 2019, depois do Panamá, em janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Via Canção Nova

Catedral do Rio inaugura escultura do Cristo sem-teto

Pela segunda vez, no dia 18 de novembro, será celebrado o Dia Mundial dos Pobres, que terá como tema uma inspiração do Salmo 34: “‘Este pobre grita e o Senhor o escuta” (Sl 34,7).

“As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos, que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’”, disse o Papa Francisco em sua mensagem por ocasião da data.

Na Arquidiocese do Rio de Janeiro, foi programada uma semana de eventos relacionados ao Dia Mundial dos Pobres: celebração na Maré, painel sobre o cárcere feminino, encontro ecumênico, audiência pública, encontro com os bispos do Regional Leste 1, ação social na Cracolândia, manhã de catequese nos vicariatos, fórum sobre a Justiça Restaurativa e, no encerramento, uma manhã inteira de atividades na Catedral.

Programação na Catedral

O encerramento do Dia Mundial dos Pobres, no dia 18 de novembro, será realizado na Catedral de São Sebastião, no Centro.

“Mais uma vez, teremos a oportunidade de oferecer aos nossos irmãos que vivem em situação de rua, logo às 7h da manhã, um café da manhã. Tudo está sendo preparado pela equipe que trabalha há mais de 20 anos, todos os domingos, agora com a participação de novos membros. Vai ser um momento pastoral e social. Também vamos oferecer um banho digno, corte de cabelo, ação com relação à documentação, evangelização e missa”, explicou o pároco da Catedral, cônego Cláudio dos Santos.

Após a missa, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, irá conduzir a Oração do Ângelus em frente à estátua de Santa Teresa de Calcutá, e irá abençoar a escultura de Jesus sem-teto, que ficará na praça em frente à Catedral, do lado esquerdo (para quem olha da Catedral para a Avenida Chile).

Para concluir, Dom Orani oferecerá almoço para os irmãos em situação de rua.

“Vamos fazer acontecer esse gesto de solidariedade como demonstração do amor de Deus. Nós recebemos esse amor e o passamos adiante através do nosso gesto, que leva alegria ao coração dos pobres. Que possamos viver essa semana cada vez mais, vendo a figura de Cristo na pessoa do pobre”, disse o cônego Cláudio.

Jesus sem-teto

O Papa Francisco presenteou a Arquidiocese do Rio de Janeiro, representada pelo arcebispo, Cardeal Tempesta, com uma escultura chamada Jesus sem-teto. A obra é do artista canadense Timothy P. Schmalz, e possui exemplares em diversos locais do mundo, incluindo a Itália – a imagem se encontra na entrada da Elemosineria Apostólica, em Roma – e Estados Unidos.

Segundo o cônego Cláudio, a escultura ficará na Catedral Metropolitana, no Centro, e acessível ao público a partir do Dia Mundial dos Pobres, 18 de novembro.

A data não foi escolhida por acaso: Jesus sem-teto, uma estátua em tamanho real, é a figura de uma pessoa em situação de rua deitada em um banco. O ‘homem’ da imagem apresenta chagas nos pés, que podem ser vistas, apesar do pequeno cobertor que tem por cima de seu corpo para proteger do frio.

Quem intermediou a vinda da imagem foi a embaixada do Brasil junto à Santa Sé, juntamente com a Ordem do Santo Sepulcro.

O autor ofereceu uma imagem igual ao Papa Francisco pessoalmente, em 2013.

Via Canção Nova

Audiência: a grande verdade é que Deus é Pai e Nele podemos confiar

“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”: a catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (14/11) foi dedicada ao oitavo mandamento.

Aos milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro, o Pontífice explicou o significado profundo da verdade. Este mandamento ensina que não podemos falsificar a verdade nas nossas relações com os outros.

Frágil equilíbrio entre a verdade e a mentira

“Viver de comunicações não autênticas é grave, porque impede as relações e, portanto, o amor. Onde há mentira, não pode haver amor. E quando falamos de comunicação entre as pessoas não entendemos somente as palavras, mas também os gestos, as atitudes e até mesmo os silêncios e as ausências. “Uma pessoa fala com tudo aquilo que é e o que faz. Todos nós vivemos comunicando e estamos continuamente num frágil equilíbrio entre a verdade e a mentira.”

Que significa dizer a verdade?, perguntou Francisco. É algo que vai além do nosso ponto de vista ou a revelação de fatos pessoais ou reservados. É um modo de manifestar o amor.

“As fofocas matam”, recordou o Papa. “É o que disse o apóstolo Tiago na sua carta. Os fofoqueiros são pessoas que matam os outros porque a língua mata como uma faca. Fiquem atentos. O fofoqueiro é um terrorista, porque com a sua língua lança a bomba e vai embora e esta bomba destrói a fama dos outros. Fofocar é matar, não esqueçam.”

Testemunhar a verdade

Francisco prosseguiu explicando que as palavras “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo” pertencem à linguagem jurídica. Os Evangelhos culminam com a narração do processo, da execução da sentença contra Jesus e sua consequência inaudita.

Jesus, quando interrogado por Pilatos, disse que veio a este mundo para dar testemunho da verdade.

A verdade, portanto, encontra sua plena realização na própria pessoa de Jesus, no seu modo de viver e de morrer, fruto da sua relação com o Pai. E esta existência como filho de Deus Jesus a doa também a nós. Em cada ato, o homem afirma ou nega esta verdade. “Eu sou uma testemunha da verdade ou sou um mentiroso fantasiado de verdadeiro? Cada um se questione”, recomendou o Papa.

Amor sem limites

A verdade não se limita a discursos, mas é um modo de existir, de viver. A verdade é a revelação maravilhosa de Deus, do seu rosto de Pai, do seu amor sem limites. Esta verdade corresponde à razão humana, mas a supera infinitamente.

Francisco então concluiu:

“ Não levantar falso testemunho quer dizer viver como filhos de Deus, que jamais desmente a si mesmo, jamais mente, deixando emergir em cada ato a grande verdade: que Deus é Pai e é possível confiar Nele. Eu confio em Deus, esta é a grande verdade. E dessa nossa confiança em Deus Pai, de que ele nos ama, nasce a minha verdade. Ser verdadeiros, não mentirosos. ”

Via Vatican News

São Serapião

14 de Novembro

São Serapião 

São Serapião nasceu no século II. Após muitos anos de sangrentas perseguições, o segundo século do cristianismo terminou com uma certa tranquilidade, já que até então os cristãos só eram perseguidos se fossem denunciados como tais. Contudo, precisamente no início do século III, Sétimo Severo, que a princípio mostrou-se tolerante, voltou a combater o cristianismo e, decidido a impedir sua expansão, proibiu o batismo. Esse decreto prejudicou a caminhada do cristianismo e abalou sensivelmente as escolas catequéticas, algumas delas muito bem organizadas e já célebres, como a de Alexandria.

Foi exatamente aí na cidade de Alexandria, no Egito, no período de maior tranquilidade para os cristãos do vasto império romano, que se verificou um breve, mas forte foco de intolerância e perseguição aos cristãos, em consequência das provocações arquitetadas por Fábio, que era bispo de Antioquia, e as quem o bispo Dionísio se refere como “adivinho maligno e mau poeta”.

Em consequência desse movimento muitos cristãos foram presos, flagelados e apedrejados. Entre outros acontecimentos, o bispo Dionísio narra que os perseguidores submeteram uma virgem chamada Apolônia a desumanas sevícias e depois a queimaram viva. São Serapião, foi outra vítima. Prenderam-no, aplicaram-lhe inúmeros tormentos, quebraram-lhe as juntas dos membros e depois jogaram-no com a cabeça para baixo, de cima de um quarto situado no alto de uma casa.

O culto a São Serapião floresceu quando Floro, a partir de dados colhidos no livro “A História Eclesiástica”, do renomado historiador Eusébio de Cesaréia, introduziu no seu Martirológio todos os mártires de Alexandria, Posteriormente o cardeal colocou o nome de São Serapião no Martirológio Romano.

No passado muitos foram perseguidos e tiveram suas vidas ceifadas pelo simples fato de serem cristãos. Hoje, embora a Constituição garanta a liberdade de culto, continua não sendo fácil viver a fé cristã numa sociedade como a nossa, onde os poderosos meios de comunicação oferecem cenas de hedonismo e violência e aplaudem a dissolução da família, onde o lucro vale mais que o trabalho e o trabalho mais que o trabalhador. Não é fácil viver a proposta do Evangelho num mundo onde são gritantes as situações de injustiça, corrupção e impunidade e a vida não é o valor supremo. Mas renunciar a lutar contra esses inimigos é renunciar a ser discípulo de Jesus, é renunciar ao cristianismo.

Fonte: Zélia Vianna. Santidade Ontem e Hoje (2005). Salvador: Paróquia de São Pedro

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Todos os Santos Carmelitas

14 de Novembro

Todos os Santos Carmelitas

Deus vestiu o Monte do Carmo com arroios de água, fontes cristalinas, árvores frondosas, plantas e flores maravilhosas, ao mesmo tempo que adornou a Montanha espiritual com Profetas, Apóstolos, Mártires, Confessores, Eremitas e Doutores; quais açucenas imaculadas enchem os vales do Carmelo com o suave perfume da sua santidade.

Os Santos do Carmo são uma grande multidão de irmãos que consagraram a sua vida a Deus, seguindo o caminho de Cristo, nos braços da Virgem Maria em oração constante e amor aos irmãos, a ponto de muitos terem bordado com o vermelho do seu sangue a branca capa do hábito da Mãe do Carmo, entregando a sua vida como mártires do Evangelho.

Eremitas no Monte Carmelo, mendicantes na Idade Média, missionários e evangelizadores nas descobertas, mestres e pregadores nas universidades, religiosas que enriqueceram o povo com a misteriosa fecundidade da sua vida contemplativa, apostólica e orante, leigos que nas suas vidas souberam incarnar com sabedoria a suavidade do espírito do Carmelo. Esta é a grande família do Carmo que, enquanto peregrina, se dedicou à oração constante e à caridade permanente, e, tendo terminado a sua prova, nos deixou o exemplo. Agora, os nossos irmãos, os santos do Carmo, chamam-nos enquanto cantam sem cessar ao Cordeiro Imaculado, vestidos de capas brancas.

Contemplamos hoje está multidão imensa de quantos Deus conduziu à Montanha Santa do Carmo para lhes fazer saborear, já nesta pátria passageira, as delícias da oração, o gozo da vida do Céu e os inumeráveis frutos da árvore da Vida.

Que o exemplo de todos estes santos seja para nós um estímulo a vivermos inebriados pelo espírito do Carmo no seguimento de Cristo e na imitação da nossa Rainha, Mãe e Irmã, a Flor do Carmelo. Padroeira, Esperança e Estrela dos Carmelitas que já reinam no Céu e dos que ainda peregrinamos na terra.

 

 

Fonte: fradescarmelitas.org.br

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14 de Novembro 2018

A SANTA MISSA

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32ª Semana do Tempo Comum – Quarta-feira 
Cor: Verde

1ª Leitura: Tt 3,1-7

 “Outrora éramos extraviados,
mas por sua misericórdia ele nos salvou”. 

Leitura da Carta de São Paulo a Tito

Caríssimo: 1 Admoesta a todos que vivam submissos aos príncipes e às autoridades, que lhes obedeçam e estejam prontos para qualquer boa obra. 2 Não injuriem a ninguém, sejam pacíficos, afáveis e dêem provas de mansidão para com todos os homens. 3 Porque nós outrora éramos insensatos, rebeldes, extraviados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo na maldade e na inveja, dignos de ódio e odiando uns aos outros. 4 Mas um dia manifestou-se a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor pelos homens: 5 Ele salvou-nos não por causa dos atos de justiça que tivéssemos praticado, mas por sua misericórdia; quando renascemos e fomos renovados no batismo pelo Espírito Santo, 6 que ele derramou abundantemente sobre nós por meio de nosso Salvador Jesus Cristo. 7 Justificados, assim, pela sua graça, nos tornamos na esperança herdeiros da vida eterna.

– Palavra do Senhor
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)

R. O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.

O Senhor é o pastor que me conduz;*
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes*
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha,*
3a e restaura as minhas forças.    R.

3b Ele me guia no caminho mais seguro,*
pela honra do seu nome.
4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,*
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,*
eles me dão a segurança!    R.

5 Preparais à minha frente uma mesa,*
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,*
e o meu cálice transborda.    R.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me,*
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei*
pelos tempos infinitos.     R. 

Evangelho: Lc 17,11-19 

“Não houve quem voltasse para dar glória
a Deus, a não ser este estrangeiro”. 

– O Senhor esteja convosco
– Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas

11 Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12 Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, 13 e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14 Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes.” Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15 Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16 atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17 Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outro nove, onde estão? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19 E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou.”

– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor! 

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GT da CNBB promove encontro com comunidades atingidas por mineração

A comunidade de Piquiá de Baixo, um bairro no município de Açailândia (MA), é conhecida pela mobilização contra os impactos que sofrem desde a década de 1980 por conta da instalação de empresas siderúrgicas no local. A qualidade do ar e da água tornaram as condições de vida praticamente insustentáveis. Foi esta realidade que o Grupo de Trabalho sobre a Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi conhecer, no último final de semana.

Entre os dias 9 e 11 de novembro, aconteceu na paróquia Santa Luzia, o encontro de Comunidades Atingidas por Mineração em diálogo com a Igreja no Norte e Nordeste. Foram três dias de trocas de experiências com a participação de aproximadamente 60 membros de comunidades atingidas por mineração, líderes de pastoral que acompanham essas comunidades, religiosas/os, padres e bispos.

O bispo de Caxias (MA), dom Sebastião Lima Duarte, que preside o GT para as Questões de Mineração da CNBB, contou que o grupo presente no encontro pôde trabalhar a carta pastoral do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) sobre o tema “Discípulos Missionários guardiões da Casa Comum – reflexão à luz da encíclica Laudato Si’”. O texto, de acordo com o bispo, apresenta a preocupação da Igreja na América Latina com a mineração e os impactos na “vida das comunidades, das pessoas, do povo de Deus espalhado em toda a América Latina”.

Dom Sebastião informou que a carta será traduzida e oferecida a toda a Igreja no Brasil. Durante o evento, seis grupos estudaram a carta.

Foi uma reflexão Inspirada na Laudato Si’ e em tudo aquilo que o papa Francisco tem dito sobre estar a serviço dos pobres, solidários, parceiros a estes que precisam tanto da nossa solidariedade, do nosso amor cristão, para serem sujeitos da sua própria história e assim poderem estar atuando contra esse grande dragão que é a mineração na América Latina, no Brasil e aqui também entre nós, cada vez mais próxima da gente.

Visita à comunidade

De acordo relatório da Usina CTAH em parceria com a Rede Justiça nos Trilhos, da qual fazem partes missionários combonianos que atuam na região onde está instalado o Projeto de Mineração Carajás, laudos de 2007 demonstram a inviabilidade da convivência entre indústrias e assentamentos humanos na localidade: “Nesse contexto, a Associação Comunitária dos Moradores do Piquiá decidiu lutar coletivamente pelo reassentamento em uma nova área, livre da contaminação. Ao mesmo tempo, tomou iniciativas em busca da redução da poluição e da reparação pelos danos causados”.

Foi registrado alto índice de enfermidades, especialmente respiratórias, de pele e de visão, muitas delas levando moradores a óbito ou a comprometimentos permanentes.

Um dos assessores do GT para as questões de Mineração da CNBB, Reginaldo Urbano Argentino, ressaltou a necessidade de fortalecimento da mobilização das comunidades atingidas pela mineração: “A soma das nossas lutas, das nossas dores, dos nossos lamentos, dos nossos clamores neste momento é muito essencial. Se precisávamos ser fortes e unidos, agora bem mais”.

Reginaldo recordou os testemunhos de moradores de Piquiá de Baixo, visitados pelos participantes do encontro. “A realidade mexeu muito comigo, sobretudo o olhar para a pessoa humana. Existe todo um impacto degradante da natureza, percebemos a violação não só dos direitos, mas também do direito da natureza, de ser ela mesma, por si natural, e isso é um pecado, uma ferida como diz o papa Francisco, é um pecado da humanidade”, afirmou.

Um dos relatos foi de uma senhora chamada Raimunda. Urbano percebeu dor e esperança na partilha: “A dor de quem está partindo de onde queria jamais deixar. Ao mesmo tempo, há uma esperança de uma vida nova”.

Dona Raimunda falou de alegrias antes do projeto desenvolvimentista chegar à região: “Antes de 1984, a nossa vida era outra, Piquiá de Baixo tinha vida. Nós respirávamos ar puro, nós bebíamos água pura, nós vivíamos bem. Com todas as limitações, claro. Mas agora, não, tudo mudou”.

O Encontro de Comunidades Atingidas por Mineração em diálogo com a Igreja no Norte e Nordeste foi idealizado pelo Grupo de Trabalho sobre Mineração da CNBB, a rede Iglesias y Minería e a rede Justiça nos Trilhos, com apoio da 350.org Brasil e da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS).

Via CNBB com informações e fotos da Rede Justiça nos Trilhos

Cáritas Brasileira: há 62 anos aliviando o sofrimento e a dor

A Cáritas Brasileira está em festa, completando 62 anos de criação.

Em declaração ao Vatican News-Rádio Vaticano, o presidente, Dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE), destacou a origem desta instituição, atrelada a dois nomes de destaque da Igreja no Brasil: Dom Hélder Câmara e Dom José Vicente Távora.

“ É sem dúvida um momento muito especial, uma graça extraordinária celebrar 62 anos de história desta entidade, que tem ajudado tantas pessoas aqui no Brasil. ”

Dom João realça ainda os inúmeros projetos que a Cáritas Brasileira tem desenvolvido para amenizar a fome, a pobreza e a miséria e para o resgate da dignidade humana.

O arcebispo ressalta ainda a presença significativa junto a migrantes e refugiados, com três núcleos atuantes no Rio de Janeiro, São Paulo e em Curitiba, e o trabalho com os venezuelanos no norte do país.

Via Vatican News

Santa Sé: mais apoio aos refugiados palestinos. Aprovação a dois Estados

“Hoje a UNRWA enfrenta seu maior déficit de financiamentos”, afirmou D. Bernardito Auza, núncio apostólico e Observador permanente da Santa Sé no seu discurso à ONU em Nova York, na segunda-feira 12 de novembro.

Importância da UNRWA para os refugiados da Palestina

O arcebispo elogia o trabalho da agência da ONU que presta ajuda a 5,6 milhões de refugiados palestinos: “Apenas em Gaza, onde o desemprego é de cerca 43% , – observa Dom Auza – a UNRWA oferece trabalho para mais de 13.000 pessoas”. “Em uma situação que não mostra nenhum sinal de resolução a curto prazo”, esta agência, segundo o bispo, “continua sendo o melhor meio para evitar que a crise piore ainda mais o que levaria a um maior custo para a comunidade internacional”. O maior problema segundo o núncio apostólico é o grande deficit de financiamentos de mais de 200 milhões de dólares, nas finanças da Agência: “As necessidades são bem maiores do que as contribuições financeiras voluntárias”, e a comunidade internacional é chamada a “mostrar uma maior sensibilidade diante da situação dos refugiados palestinos” presentes principalmente na Cisjordânia, Gaza, Jordânia, Líbano e Síria.

Não a interpretação redutiva do status de refugiado palestino

Dom Bernardito Auza exprime também grande preocupação pela tendência a “limitar a compreensão do status dos refugiados palestinos apenas aos que fugiram da Palestina em 1948, excluindo assim os descendentes do lado paterno”. Trata-se de “uma compreensão restritiva” que, destaca o arcebispo, “privaria muitos descendentes apólidas do legítimo direito de ser usufruir a condição de refugiado”. Portanto é urgente uma resolução do problema por parte da comunidade internacional.

Voltar às negociações para a solução de dois Estados

Se paz e reconciliação ainda não são objetivos próximos e percorrem um caminho cheio de “bloqueios e dificuldades aparentemente insuperáveis”, a Santa Sé volta a pedir o retorno das negociações e sugere com força como o único caminho recorrível a solução dos dois Estados. “Até quando as negociações não derem um resultado tangível e duradouro, – afirma Dom Auza – o trabalho da UNRWA não será completo”, por isso o prelado lança o apelo de renovar o mandato da Agência que deveria vencer em 2020.

A proximidade do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, deve ser um estímulo para que a comunidade internacional assuma um compromisso de que “todos os povos, incluindo os palestinos, possam celebrar e usufruir dos direitos fundamentais aprovados pela Carta”.

Via Vatican News

13 de Novembro 2018

A SANTA MISSA

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32ª Semana do Tempo Comum – Terça-feira 
Cor: Verde

1ª Leitura: Tt 2, 1-8.11-14

 “Vivamos na piedade aguardando a feliz esperança
e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.” 

Leitura da Carta de São Paulo apóstolo a Tito

Caríssimo: 1 O teu ensino, porém, seja conforme à só doutrina. 2 Os mais velhos sejam sóbrios, ponderados, prudentes, fortes na fé, na caridade, na paciência. 3 Assim também as mulheres idosas observem uma conduta santa, não sejam caluniadoras nem escravas do vinho, mas mestras do bem. 4 Saibam ensinar as jovens a amarem seus maridos, a cuidarem dos filhos, 5 a serem prudentes, castas, boas donas-de-casa, dóceis para os maridos, bondosas, para que a palavra de Deus não seja difamada. 6 Exorta igualmente os jovens a serem moderados 7 e mostra-te em tudo exemplo de boas obras, de integridade na doutrina, de ponderação, 8 de palavra só e irrepreensível, para que os adversários se confundam, não tendo nada de mal para dizer de nós. 11 Pois a graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. 12 Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, 13 aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. 14 Ele se entregou por nós, para nos resgatar de toda a maldade e purificar para si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem.

– Palavra do Senhor
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 36(37), 3-4.18 e 23.27 e 29(R. 39a)

R. A salvação de quem é justo, vem de Deus! 

Confia no Senhor e faze o bem, *
e sobre a terra habitarás em segurança.
Coloca no Senhor tua alegria, *
e ele dará o que pedir teu coração.    R.

18 O Senhor cuida da vida dos honestos, *
e sua herança permanece eternamente.
23 É o Senhor quem firma os passos dos mortais *
e dirige o caminhar dos que lhe agradam;    R.

27 Afasta-te do mal e faze o bem, *
e terás tua morada para sempre.
29 mas os justos herdarão a nova terra *
e nela habitarão eternamente.     R.

Evangelho: Lc 17, 7-10 

 “Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.” 

– O Senhor esteja convosco
– Ele está no meio de nós.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus: 7 “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’.”

– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor! 

O post 13 de Novembro 2018 apareceu primeiro em Instituto Hesed.